A Construtora Queiroz Galvão conquistou, no início de fevereiro, uma nova obra em São Paulo. Trata-se da ampliação do canal de navegação da eclusa de Nova Avanhandava, no reservatório de Três Irmãos, no Rio Tietê. No total, sete consórcios, formados por 16 empresas, participaram da disputa pelo contrato. O Consórcio composto pela CQG venceu a licitação, propondo um valor de R$181,5 milhões para a realização do projeto, que terá duração de aproximadamente dois anos e meio.

A ampliação do canal de navegação será feita por meio de escavação submersa (derrocamento) e a seco – ou  seja, na margem do rio – e  visa aprofundar o leito do trecho crítico da hidrovia. O objetivo é melhorar as suas condições de navegabilidade e segurança, principalmente em períodos de estiagem.

A hidrovia Tietê-Paraná integra um sistema de transporte multimodal, funcionando como importante corredor de exportação. Com uma capacidade estimada de transporte de 20 milhões de toneladas por ano, a hidrovia transporta, atualmente, pouco mais de seis milhões de toneladas/ano – o que corresponde a aproximadamente 25% da sua capacidade.

Em períodos de seca, ocorre o conflito do uso da água armazenada nos reservatórios das usinas hidroelétricas, entre a sua utilização para geração de energia e a manutenção de uma profundidade mínima para o tráfego seguro da hidrovia. Em 2014, em função da grave crise hídrica na bacia do Rio Tietê, a navegação de longa distância foi suspensa devido aos baixos níveis no reservatório da represa de Três Irmãos.

A obra de Avanhandava inovará em tecnologia, ao adotar um sistema de sensores de controle digital Duplo GNSS, embarcado nas escavadeiras que trabalharão na escavação do canal. O equipamento utiliza informações de satélites de GPS para determinar o posicionamento preciso das lanças das escavadeiras. A partir das informações geradas no sistema, o operador da máquina tem indicações exatas de onde precisa atuar e, assim, executar a obra de acordo com o previsto no projeto. Dentre os benefícios gerados pela utilização do sistema de sensores, estão a maior produtividade e redução dos custos com equipe de topografia.

“A conquista desse contrato é um dos reflexos da reorganização da empresa e o reconhecimento de uma equipe focada e eficiente”, diz Flavio Pimentel, diretor de operações da Construtora Queiroz Galvão Brasil.

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