Técnicas são usadas para afugentar os animais e diminuir o impacto da obra na biodiversidade da fauna aquática local, que é uma das mais ricas do Brasil

Um conjunto de programas ambientais implementados nas obras de melhoria do canal de navegação da eclusa de Nova Avanhandava, no interior de São Paulo, está evitando a mortalidade de peixes na região. Responsável pelo empreendimento, o consórcio Hidrovia Tietê-Paraná, do qual a Construtora Queiroz Galvão faz parte, está aumentando a profundidade do rio para impulsionar a navegabilidade entre os quilômetros 126 e 135,8.

A fauna aquática local é monitorada constantemente pelo consórcio, como forma de reduzir o impacto ambiental causado pela atividade de desmonte de rochas do fundo do rio. A partir do monitoramento, foram implementadas práticas como o programa de afugentamento de animais e o desmonte de rocha com explosivos de forma sequencial (não de uma única vez).

O programa de afugentamento acontece minutos antes das explosões. São feitos disparos de avisos sonoros com intervalos de 15, cinco e um minutos, resultando no afastamento dos animais do entorno. Na sequência, é feita a movimentação estratégica das embarcações envolvidas na atividade e uma detonação com carga reduzida, com o objetivo de acentuar o deslocamento dos animais. A operação é complementada pelo acionamento de uma cortina de bolhas que contorna a área a ser detonada de forma a diminuir a pressão hidrodinâmica gerada pela explosão. O resultado deste conjunto de ações é a redução da mortalidade e do estresse causado à fauna regional.

“Antes de começar a detonação de rochas no leito do rio, foi feita uma medição para descobrir a variedade da fauna aquática na região e os impactos que a obra poderia causar. Hoje, com as técnicas de afugentamento, conseguimos preservar a fauna local e não há índices consideráveis de mortandade de peixes”, afirma Michele Arcanjo Leal, Coordenadora de QSMS do Consórcio Hidrovia Tietê-Paraná.

Segundo estudos realizados pela Companhia Energética de São Paulo (CESP), podem ser encontradas 36 espécies de peixes nos arredores do Reservatório de Três Irmãos, onde o empreendimento está localizado. Entre os mais conhecidos, estão: lambari, dourado, pacu-prata, pintado, cascudo, traíra e curimbatá.

200-125   300-075   210-260   210-060   300-115   100-105   300-101   400-101   300-320   300-070   300-206   200-310   300-135   300-208   810-403   400-050   640-916   642-997   300-209   400-201   200-355   352-001  

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